Crônicas
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Ser encontrado faz diferença

Quando alguém procura um médico na internet, quase nunca está procurando apenas um nome. Está procurando uma resposta.

Reinaldo Souza
Reinaldo Souza
Estrategista Digital
5 min de leitura

Quando alguém procura um médico na internet, quase nunca está procurando apenas um nome.

Está procurando uma resposta. Talvez exista uma dor que começou há alguns dias. Um incômodo que já dura meses. Um diagnóstico que trouxe preocupação. Uma mudança no corpo. Uma dúvida que não sai da cabeça.

Do outro lado da busca existe sempre alguma coisa acontecendo.

E então aquela pessoa faz o que todos nós fazemos quando precisamos entender alguma coisa: começa a procurar.

Digita no Google. Pergunta ao ChatGPT. Pesquisa uma especialidade. Tenta entender os sintomas. Procura médicos próximos. Abre alguns sites. Lê. Volta. Compara. Pergunta novamente.

Até encontrar algo que faça sentido.

É interessante pensar que, para o médico, aquilo pode parecer apenas mais uma busca na internet.

Para quem está pesquisando, não.

Existe uma dor procurando uma possível solução.

E uso a palavra dor em um sentido muito maior do que a dor física.

Pode ser medo. Desconforto. Insegurança. Dificuldade. Uma condição que precisa de acompanhamento. Ou simplesmente a necessidade de conversar com alguém capaz de compreender o que está acontecendo.

Por isso, quando penso em presença digital para médicos, penso cada vez menos em simplesmente “aparecer”.

Penso em ser encontrado.

Há uma diferença.

Aparecer é ocupar um espaço. Ser encontrado é fazer sentido para alguém que estava procurando.

Um site médico, por exemplo, não deveria existir apenas para apresentar currículo, especialidades e endereço.

Ele pode responder perguntas que um paciente ainda não teve oportunidade de fazer no consultório. Pode explicar. Pode orientar. Pode ajudar alguém a compreender que talvez seja o momento de procurar uma avaliação médica.

E pode apresentar um profissional que aquela pessoa provavelmente jamais conheceria de outra maneira.

Hoje esse encontro acontece de muitas formas.

Pode começar no Google, no Maps, no ChatGPT, no Gemini, no Claude, no Perplexity ou em outras experiências de busca.

A tecnologia muda. O comportamento muda.

Mas existe algo que permanece igual.

Alguém está procurando.

E talvez essa seja a parte mais importante de toda estratégia digital para médicos.

Não estamos falando apenas de algoritmos encontrando páginas.

Estamos falando de pessoas encontrando pessoas.

De um lado, alguém com uma dúvida, uma necessidade ou uma dor. Do outro, um profissional que talvez possa ajudar.

Entre os dois existe uma busca.

Quando construímos um bom ecossistema digital, estamos tentando diminuir justamente essa distância.

Fazer com que informação, conteúdo, site, Google e inteligências artificiais criem caminhos para que o médico possa ser encontrado no momento em que alguém procura por aquilo que ele faz.

Porque uma busca raramente termina na busca.

Ela pode terminar em informação. Em orientação. Em uma consulta. Em cuidado.

Talvez por isso eu goste tanto dessa expressão.

Ser encontrado faz diferença.

Porque, algumas vezes, tudo começa quando alguém procura uma solução para sua dor e encontra, do outro lado da tela, o médico que estava procurando.

Reinaldo Souza
Reinaldo Souza
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